Que tal se colocar no lugar do outro?

Seg, 30/08/2010 - 21h23    |   Reportar abuso
Por Mitchel


Amigos, desculpem pela demora para um novo post, mas a gripe me pegou e estava sem animo para escrever, embora minha cabeça estivesse fervilhando pra colocar pra fora os meus pensamentos. rsrsrsrs
Domingo, dia 22 de agosto de 2010, estive olhando alguns livros da minha prateleira, escolhendo um para dar inicio ao livro livre (ver post do dia 19/08 ? Revolução do Bem - http://mitchelmoderna.blogspot.com/2010/08/revolucao-do-bem.html) e me peguei folheando o livro ?Coragem Para Ser Feliz? de Ashton Applewhite que li em 2007 se bem me recordo.O livro aborda o papel da mulher no casamento e na separação. Então, parei no título "A condição de esposa e a perda de identidade". Numa pesquisa feita com 4 mil mulheres casadas, foi pedido a elas que apontassem a pior coisa do casamento. Uma grande proporção delas, ou seja, mais da metade reclamaram da perda de identidade e então responderam:
- Não ser quem eu realmente sou.
É triste ouvir isso e mais triste ainda saber que também já me sentir assim. Você passa a se enquadrar na classe das mulheres que FAZEM O PAPEL DA ESPOSA PERFEITA, e não na classe das mulheres que VIVEM FELIZES EM SEU CASAMENTO.
Desempenhar um papel funciona muito bem no palco, mas na vida real o vazio é exaustivo. Era como eu me sentia: - EXAUSTA.
Lembro-me que repetia muito uma frase para minhas amigas quando falávamos do assunto casamento. Eu sempre dizia:- Estou no meu limite.
Eu sentia como se fosse explodir a qualquer momento. Não suportava mais trabalhar em tempo integral, chegar em casa e cuidar da janta, dos cachorros, do lixo, do que está faltando em casa, do mercado, da roupa, na faxineira, do que precisa ser concertado, das contas a vencer suas e do marido, dos horários dos remédios de filho, de marido, cuidar da dieta, cuidar dos seus problemas de família e ainda os problemas de família do marido também, enfim... É impossível descrever do que somos capaz em pelo menos 18 horas, contando com apenas 6 para dormir. Ah... Como poderia me esquecer de mencionar que ainda temos que arrumar tempo para estar linda, cheirosa e mais uma vez ?atuar? demonstrando disposição e libido nas alturas pro "maridão".
Tinha vontade de gritar: Ei! Você aí. Não está me enxergando não? Tô cansada de cuidar de você, cansada de cuidar da NOSSA casa, das NOSSAS roupas, da NOSSA alimentação, dos NOSSOS filhos, dos NOSSOS problemas, da NOSSA relação, das NOSSAS responsabilidades... Tô cansada de ver você não se importar comigo, o que significa não se importar com a nossa relação.
E S T O O O U C A N S A D A A A.
Cuidar, amar, dar carinho e atenção, ter consideração e cuidado, ser gentil e generoso, tudo isso é muito bom quando é recíproco.
Diante dessas lembranças, passei a semana observando as pessoas ao meu redor e me deparei com padrões similares de submissão no casamento. Então, me deparei com vários questionamentos:

1) Para que serve o casamento?
2) Por que as mulheres querem tanto casar, se elas passaram a ser também empregada, faxineira, cozinheira, secretária, psicóloga, amiga, amante e atriz em tempo integral?
Sim, porque a sociedade, o colega ao lado, a melhor amiga, o chefe, o marido não querem saber da sua jornada, das suas escolhas, eles querem que você seja compreensiva, atenciosa, carinhosa, competente, paciente, alegre, satisfeita e etc... etc... etc.
Bom, com tudo isso, me deparei com mais questionamentos:
1. O que é preciso mudar na relação para que possamos entrar na classe das mulheres que vivem felizes em seu casamento?
2. Será que é uma mudança que deve ocorrer nas mulheres?
3. Como deixar bem claro que as responsabilidades da casa, dos filhos e do relacionamento é dos dois?

Quando duas pessoas escolhem se casar, OS DOIS estão abrindo mão de alguns privilégios individuais para dividir uma vida a dois, abrindo mão de uma autonomia para pensar a dois. E isso, não deve ser um sacrifício e sim, um prazer.
Observem que acima eu usei a palavra ESCOLHEM e não RESOLVEM se casar. Fiz isso porque quando duas pessoas decidem se casar, elas estão fazendo uma escolha. Você tem consigo alguém que escolheu viver ao seu lado. Alguém que lhe corresponde no amor, que lhe compreende, que pensa em você, que busca agradá-lo. É a existência de um EU e de um OUTRO interagindo no plano da vida.
Agora, gostaria de levá-los a uma reflexão:
Que tal se colocar no lugar do outro?
Onde está aquele sentimento de ser de alguém, de ter alguém? ?
Onde estão aquelas declarações de amor, aquelas atitudes carinhosas e expressões de afeto? ? Onde está a generosidade na relação?

Significado de GENEROSIDADE num relacionamento (segundo a psicóloga Patrícia Gebrim):
Ser generoso é respeitar o espaço de alguém, dar atenção ao outro apesar dos inúmeros afazeres, ceder numa negociação conjugal visando o entendimento mútuo.

Bom, termino aqui essa mensagem com um dizer bem interessante que li em algum livro mas não me recordo agora qual:

Feliz é aquele que mesmo ciente da dimensão real das dificuldades a serem ultrapassadas em um relacionamento, conseguem vislumbrar a recompensa no fim da estrada.

Escolhas... A vida é feita de escolhas. Qual é a sua?

Bjks a todos.

Por: Mitchel



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