Como se defender de um psicopata - As 13 regras

seg, 29/08/2011 - 18h00

Para a maioria de nós, a felicidade surge em decorrência da capacidade de amar, de levar a vida segundo os nossos valores mais nobres (na maior parte do tempo) e de nos  sentirmos satisfeitos com nós mesmos.psicopatas são incapazes de amar, não possuem, por definição, valores nobres e quase nunca se sentem bem consigo mesmos. Não amam, são amorais e cronicamente entediados. Mesmo os que se tornam ricos e poderosos.

E sentem-se mal por outros motivos além do tédio. O absoluto auto-centrismo da psicopatia cria uma consciência individual que está alerta a qualquer dor e mal estar físico, ao menor desconforto na cabeça e no peito, e os ouvidos estão sempre antenados e preocupados com todos os relatos transmitidos pelo rádio e TV a respeito de tudo, de percevejos a venenos letais.

 Com essas preocupações e fixação se encontram voltados exclusivamente para si mesmos. O indivíduo desprovido de consciência às vezes vive atormentado por reações hipocondríacas que fazem até o pior dos neuróticos parecer racional. Um corte nos dedos se transforma em tragédia e uma crise de herpes é a quase morte.

Os psicopatas as vezes usam sua hipocondria como estratégia para evitar o trabalho. Em um momento estão ótimos, mas basta chegar a hora de pagar as contas, procurar emprego ou ajudar com a mudança de um amigo, para de repente sentirem dores no peito ou começarem a mancar. Preocupações médicas e doenças imaginariam em geral garantem um tratamento especial como ocupar a ultima cadeira em uma sala lotada.

Quase sempre existe uma aversão a projetos de trabalho ou a esforço contínuo. É claro que essa predileção pela facilidade é extremamente auto limitante ao sucesso no mundo real. Acham que a maquinação fácil é a grande tacada ou a ?armação? inteligente valem mais do que o comprometimento diário com um emprego, um objetivo de longo prazo ou mesmo um projeto. 

Ainda que ocupem cargos de grande importância, essas posições costumam ser aquelas em que o volume de trabalho pesado que é feito (ou não), pode facilmente passar desapercebido, ou nos quais é possível manipular outras pessoas, de modo que elas cumpram as tarefas. Em cenários assim, um psicopata esperto às vezes consegue manter as coisas funcionando com um eventual desempenho notável ou agindo de forma sociável sedutora ou intimidante. O indivíduo finge ser o supervisor ausente, o "mandachuva", ou o inestimável "gênio nervoso". Pede férias com frequência ou períodos sabáticos durante os quais suas atividades são meio misteriosas. 

O trabalho constante, a verdadeira chave para o sucesso duradouro- meter a mão na massa, suportar o tédio, checar os detalhes- se assemelha muito à responsabilidade.

 Infelizmente esse mesmo fator auto limitante costuma estar presente até mesmo entre os psicopatas que nascem com dons e talentos especiais.

O compromisso profundo e o esforço diário necessários a promover e desenvolver a arte, a música ou qualquer outro projeto criativo e, quase sempre, impossível para um psicopata.

Se o sucesso fortuito puder ser alcançado com uma contribuição ocasional, quem sabe? Mas se a  arte exigir um investimento pessoal prolongado, nada feito. No final um indivíduo sem consciência tem com seus talentos e dons o mesmo relacionamento que mantém com as outras pessoas, ou seja não cuida deles.

A falência emocional da psicopatia significa que a pessoa será para sempre privada de uma inteligência emocional autêntica, da capacidade de entender como funcionam os seres humanos o que é um guia insubstituível para a vida.

O indivíduo sem consciência costuma ter uma visão curta e ser surpreendentemente ingênuo. Por isso acaba morrendo de tédio, levando um tiro na cabeça ou indo à falência. 

O que as pessoas que têm consciência podem fazer com relação às que não tem?

Protegem-se

Seguindo as regras propostas, na pior das hipóteses, seremos capazes de proteger a nós mesmos e nossos entes queridos das manobras descaradas dessas pessoas.

Os psicopatas não se constituem em uma raridade. Pelo contrário eles representam uma parcela significativa da população. É quase impossível uma pessoa de o mundo ocidental atravessar a vida sem  conhecer no mínimo um deles seja em que circunstâncias for.

Indivíduos desprovidos de consciência vivem as emoções de forma muito diferente da nossa e desconhecem em absoluto o amor e qualquer outra ligação positiva com seus semelhantes. Essa deficiência difícil até mesmo de imaginar, reduz a vida a um interminável jogo cujo objetivo é dominar os outros.

Às vezes os psicopatas são fisicamente violentos, mas quase sempre esse não é o caso, pois prefere superar os demais tomando de assalto o mundo empresarial e até mesmo a esfera pública, ou simplesmente explorando um indivíduo de cada vez em relacionamentos parasitários.

No momento a psicopatia é "incurável". Além disso, os psicopatas quase nunca desejam se "curar". De fato, é provável que apoiando-se na configuração neurobiológica da psicopatia, determinadas culturas, sobretudo a ocidental, estimulem ativamente comportamentos anti-sociais, inclusive a violência, o homicídio e a fomentação de guerras.

Para a maioria de nós é difícil aceitar esses fatos. eles são aviltantes, injustos e assustadores. No entanto, entendê-los e aceitá-los como um aspecto real do nosso mundo é a primeira das 13 regras para lidar com um psicopata na vida cotidiana, que recomendamos a todos que estejam interessados em proteger a si mesmos e a seus entes queridos.

 13 REGRAS PARA  LIDAR COM OS SOCIOPATAS NA VIDA COTIDIANA

1 - Aceite a dura realidade de que algumas pessoas literalmente não tem consciência.Essas pessoas raramente se parecem com Charles Manson ou com o bartender Ferengi de "Jornada nas Estrelas" ou com o goleiro BRUNO do Flamengo. Elas se parecem conosco.

2 - Em caso de conflito entre os seus instintos e o que se espera de alguém no papel de educador, médico, líder, protetor dos animais, humanista, pai ou mãe, siga os seus instintos.

Querendo ou não você é um observador constante do comportamento humano e suas impressões não filtradas, apesar de alarmantes e aparentemente estranhas podem muito bem ajudá-lo se você assim o permitir. Seu instinto entende sem precisar que lhe digam que rótulos imponentes e respeitáveis não conferem consciência a quem não a tem.

3 - Quando pensar em um novo relacionamento, seja de que natureza for, siga a regra dos três com relação às afirmações e promessas que outra pessoa fizer e às responsabilidades que ela tem. Transforme a regra dos três na sua política pessoal.

Uma mentira, uma política não cumprida ou uma única responsabilidade negligenciada podem decorrer de um mal entendido. Duas talvez representem um erro grave. Mas três ocorrências indicam que você está lidando com um mentiroso, e o engodo é a essência do comportamento de quem não tem consciência. Reduza o seu prejuízo e se afaste o mais rapidamente possível. Por mais difícil que seja abandonar o relacionamento, será melhor fazer isso logo do que mais tarde, quando os danos forem maiores. Não entregue seu dinheiro, seu trabalho, seus segredos ou seu afeto a quem falhou três vezes. Suas doações valiosas serão desperdiçadas.

4 - Questione a autoridadeMais uma vez confie nos seus instintos e ansiedades, sobretudo quando se tratar de pessoas que afirmem que a solução ideal para alguns problemas seja dominar os outros, usar de violência, recorrer a guerras ou alguma coisa que viole a sua consciência. Faça isso mesmo se - e principalmente quando - todos à sua volta já tiverem parado de questionar a autoridade. Repita para si mesmo o que Stanley Milgram nos ensinou sobre obediência: No mínimo seis em cada dez pessoas obedecerão cegamente até o amargo fim uma autoridade aparentemente oficial. A boa notícia é que, na presença de apoio social é mais fácil questionar a autoridade. Incentive os que estão à sua volta a questionarem também.

5 - Desconfie da bajulação.Elogios são ótimos, sobretudo quando sinceros. Por outro lado a bajulação é exagerada e agrada a nosso ego de uma forma irreal. É uma característica do charme fingido e quase sempre envolve uma tentativa de manipulação, que, às vezes, pode ser inofensiva e, outras vezes, sinistra. Vigie seu ego afagado e lembre-se de desconfiar da bajulação.

Essa regra se aplica tanto a indivíduos como a grupos ou mesmo nações inteiras. Ao longo de toda a história e até hoje, a convocação para a guerra sempre inclui a afirmação de que a força de cada indivíduo pode conquistar  a vitória que mudará o mundo para melhor, um triunfo moralmente louvável, justificável pelo resultado ímpar em termos de feito humano, digno e merecedor de enorme gratidão. Desde que se começou a registrar a história da humanidade, todas as grandes guerras foram assim apresentadas, em todos os lados do conflito e, em todas as línguas o adjetivo mais freqüentemente empregado junto a palavra guerra foi "SANTA". É possível que haja paz quando as pessoas forem capazes de enxergar além da bajulação magistral. Assim como um indivíduo inflado pela bajulação de um manipulador provavelmente se comportará de forma tola, o patriotismo exacerbado, motivado pela bajulação é perigoso.

6- Se necessário redefina seu conceito de respeito.Muitas vezes confundimos medo com respeito, e quanto mais tememos alguém, mais o vemos como merecedor de nosso respeito. Usemos nosso grande cérebro humano para superar a tendência animal de baixar a cabeça para os predadores, de modo a podermos distinguir o desnorteio automático da ansiedade e da admiração. A decisão de separar o respeito do medo é  ainda mais importante para as nações e grupos. O político mesquinho ou arrogante, que ameaça os povo com lembretes frequentes da possibilidade de crimes, violência ou terrorismo e que depois ganhe esse medo reforçado para ganhar apoio tem mais chance de ser um trapaceiro bem sucedido do que um líder legítimo. (EXEMPLO GEORGE W. BUSH) Isso também se tem mostrado verdadeiro ao longo da história.

7 - Não entre no jogo.A intriga é uma ferramenta poderosa do psicopata. Resista à tentação de competir com um psicopata sedutor, de enganá-lo,  de analisá-lo ou mesmo de enfrentá-lo. Além de descer ao nível dele você estará deixando de se concentrar no que realmente importa que é se proteger dele.

8 - A melhor maneira de se proteger de um psicopata é evitá-lo, recusando-se a manter qualquer tipo de contato ou comunicação visual com ele.

Os psicólogos não costumam recomendar que se evite um problema, mas nesse caso, abro deliberadamente um exceção. O único método eficaz para lidar com um psicopata é impedir que ele  tenha qualquer tipo de acesso à sua vida. Os psicopatas vivem totalmente à margem das regras da sociedade, e por isso é perigoso incluí-los em relacionamentos e círculos sociais.

Comece a praticar essa exclusão em seus próprios relacionamentos e vida social. Você não magoará ninguém. Por mais estranho que pareça e embora eles possam tentar fingir o contrário, os psicopatas não sentem mágoa.

Talvez seus parentes e amigos não entendam porque você está evitando determinada pessoa. A psicopatia é incrivelmente difícil de ser percebida e ainda mais difícil de explicar. Se for impossível manter uma exclusão completa, tente manter o mínimo de contato que puder.

9 - Questione a sua própria tendência a sentir pena.O respeito deve ser reservado aos generosos e moralmente corajosos. A pena é outra reação socialmente valiosa e deve ser reservada para inocentes que estejam de fato sofrendo e enfrentando um revés na vida. Se, ao contrário, você se vir com frequência sentindo pena de alguém que tem o habito de magoá-lo - ou outras pessoas - e que buscam ativamente sua solidariedade, é quase certo que você esteja lidando com um psicopata.

Ainda nessa linha, lhe recomendo que questione seriamente a sua necessidade de ser educado em toda e qualquer situação. Para os adultos normais na nossa cultura, ser "CIVILIZADO" é um reflexo, e muitas vezes nos mostramos automaticamente corretos, mesmo quando alguém nos enfurece, mente ou nos apunhala pelas costas. Os psicopatas tiram grande proveito dessa cortesia para explorar os outros. Não tenha medo de fechar a cara e, com tranqüilidade ser direto.

10 - Não tente recuperar os irrecuperáveis.

Uma segunda (terceira, quarta e quinta) chance deve ser dada aos indivíduos que tem consciência. Se você estiver lidando com alguém sem essa característica fundamental, aprenda a engolir em seco e reduzir seu prejuízo. A certa altura, a maioria de nós precisa aprender a lição importante, ainda que desanimadora, que, por melhores que sejam as nossas intenções, não podemos controlar o comportamento - e menos ainda o caráter - de outras pessoas.

 Aceiter esse fato da vida e evite a ironia de nutrir a mesma ambição do psicopata - controlar. SE não é isso que você deseja, mas ajudar os outros, dedique-se apenas àqueles que realmente queiram ser ajudados. Acredito que você descobrirá que a pessoa sem consciência não está entre eles. Você não é, em absoluto, culpado pelo comportamento do psicopata. Da mesma forma ele não é responsabilidade sua. A sua responsabilidade é cuidar da sua própria vida.

11 - Nunca concorde por pena ou por qualquer outra razão, em ajudar um psicopata a esconder seu verdadeiro caráter.O apelo "Por favor, não conte", na verdade em tom choroso e rangendo os dentes, é uma marca registrada de ladrões, pedófilos e psicopatas. Não dê ouvidos a esse canto da sereia. Os outros merecem ser alertados, enquanto que os psicopatas não merecem que você os proteja.

Se alguém desprovido de consciência insistir que você lhe "deve" isso, lembre-se do seguinte: "Você me deve essa" tem sido o chavão dos psicopatas por mil anos e continuará sendo. Foi o que Rasputim disse à imperadora da Rússia.

Costumamos ouvir "Você me deve essa" como  uma cobrança da qual não pode escapar, mas não é bem assim. Não o escute. Ignore também outro chavão: "Você é igualzinho a mim." Você não é. 

12 - Defina sua psique.Não permita que uma pessoa sem consciência - Ou várias - convençam você de que a humanidade é um fracasso. A maioria dos seres humanos tem consciência e é capaz de amar.

13 - Viver bem é a melhor vingança.

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