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Arsênico nos alimentos e produtos naturais

sex, 13/04/2007 - 15h00

Um aditivo à base de arsênico (Roxarsone) utilizado na ração de frangos pode causar problemas a saúde dos humanos, de acordo com artigo publicado no último dia 9 na revista semanal da Sociedade americana de Química, a Chemical & Engineering News. Este aditivo é utilizado para promover o crescimento, matar parasitos e melhorar a pigmentação da carne. Em sua forma original, o roxarsone é relativamente benígno. Porém, sob certas condições anaeróbias, o composto é convertido em formas mais tóxicas do arsênico inorgânico. O arsênico já foi ligado aos cânceres de bexiga, pulmão, pele, rins e cólon. Porém, a não exposição ao mineral pode levar à paralisia parcial e a diabetes. Daí a controvérsia. Muitos fabricantes já pararam de usar o composto, porém 70% dos frangos vendidos nos EUA são alimentados com dietas contendo roxarsone. Para complicar a questão, não se sabe as quantidades exatas de arsênico encontradas na carne de frango ou ingeridas pelos consumidores.

Outro estudo envolvendo o arsênico foi feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis com o suplemento herbal à base da alga"kelp". De acordo com o estudo o uso medicinal pode causar envenenamento por arsênico, já que em 8 dos 9s produtos analisados nos EUA foram encontradas quantidades maiores que as aceitáveis. O estudo publicado na edução de abril do Environmental Health Perspectives começou quando uma mulher de 54 anos foi à clínica da faculdade para resolver um problema de alopécia (queda de cabeça) que havia se manifestado há aproximadamente 2 anos. Os sintomas relatados pela paciente incluiam também perda de memória e fadiga. A cliente relatou fazer uso de cápsulas de óleo de peixe, ginkgo biloba, extratos de sementes de uvas e um suplemento de kelp, o qual foi o único produto usado durante todo o período da doença. Após algum tempo a perda de memória evoluiu associada à náuseas e vômitos. Um teste laboratorial subsequente revelou arsênico no sangue e urina da paciente. Por sugestão do médico a paciente descontinuou o uso do suplemento. Após algumas semanas os sintomas aviam desaparecido. Os pesquisadores relataram que nenhum dos produtos testados indicava a presença do metal pesado em seus rótulos.

Fonte das notícias: http://www.sciencedaily.com/search/?keyword=nutrition

Andreia Torres

Nutricionista

CRN 1685-1

www.andreiatorres.blogspot.com

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