Fimose na fase infantil, com fotos

seg, 22/10/2012 - 11h00

Fimose é o nome dado ao estreitamento da pele do prepúcio que dificulta a exposição da glande e sua adequada higiene.

Esta dificuldade de retração do prepúcio pode ser de vários graus. Desde aquele estreitamento prepucial mais leve, onde a exposição da glande é feita com dificuldade, desconforto e dor por causa do leve estreitamento do prepúcio, até aquele grau onde há impossibilidade total de retração da pele do prepúcio e exposição da glande. Costuma-se numerar de 1 a 4 os graus de dificuldade para esta retração, mas não vamos entrar em detalhes mais técnicos visto que não é este o objetivo desta página.

Do jeito que se vê o pênis na Figura 1, não é possível se fazer o diagnóstico de fimose, pois excesso de pele não é fimose ! Há que se puxar o prepúcio para trás (Figs. 2 e 3 ) e ver se o prepúcio passa sem dificuldades. Se não passar, como nas figuras 2 e 3, o diagnóstico de fimose está feito !

Foto mostra pele do prepúcio recobrindo grande parte da  glande e meato uretral.

Existem graus intermediários de estreitamento do prepúcio que podem confundir o diagnóstico e, mesmo assim, causar desconforto e dor à retração da pele. É o que ocorre no menino da figura 4.

A mãe sempre foi orientada a puxar a pele do prepúcio para trás na tentativa de ?soltar? a fimose e assim, evitar a cirurgia. Ora, esta orientação é equivocada, pois a pele inicia processo de lesão epitelial que se cronifica, provocando progressivo desconforto às tentativas de retração e não cooperação da criança.

Muito freqüentemente, estas crianças evoluem apresentando processos inflamatórios e de infecção (balanopostite), que se cronificam, caracterizados por acentuado inchaço e vermelhidão do prepúcio, dor ou ardência para urinar o que leva os pais a optar pelo tratamento cirúrgico definitivo.

O contrário ocorre com o pênis da figura 5. Neste caso o prepúcio está apenas aderido à glande e não está estreitado. A dificuldade de retração aqui se dá apenas pela aderência prepucial e não por fimose ! Nestes casos as manobras de retração forçada (as chamadas massagens que discutiremos mais a seguir), apesar de dolorosas, irão fazer com que a pele se descole e a retração possa ocorrer, não necessitando de cirurgia.

Foto mostra pele do prepúcio apenas aderida á glande, sem sinais de estreitamento prepucial.

[b]CUIDADO

[/b]Uma orientação muito difundida a respeito de fimose é a tal da massagem para soltá-la.

Estatisticamente, apenas uma pequena minoria (4 - 7%), dos meninos permanece com a fimose além do primeiro ano de vida. Por exemplo: se você fizer a tal da massagem em 100 meninos terá ?sucesso? com este tipo de procedimento na grande maioria deles, não é ? Pois não tinham ou não teriam fimose, não importando o que se faça em seus prepúcios. Daí a ideia equivocada de que a massagem ?resolve? fimose !

Uma complicação mais simples e comum da massagem são as fissuras da pele do prepúcio que podem ocorrer.   Estas fissuras sangram, podem doer, melhoram com tratamento clínico e cicatrizam até que rapidamente. Mas, em contrapartida, aumentam o estreitamento prepucial !

Uma outra complicação, só que bem mais grave, decorrente da massagem é a PARAFIMOSE.

Esta é a condição na qual a pele que é retraída totalmente, passa com alguma dificuldade pela glande e não volta para frente, isto é, o anel fimótico* fica apertando o pênis atrás da glande, edemaciando a mucosa e com o tempo (algumas horas), compromete sua circulação.

Esta condição requer tratamento cirúrgico de urgência se as tentativas de redução manual não resolverem

[b]TRATAMENTO

[/b]O tratamento da fimose é cirúrgico.

Mas há alguns autores que preconizarem o tratamento conservador por meio da aplicação de pomadas ou cremes a base de betametasona e hialuronidase (até o momento - julho/03 - não há publicações na literatura internacional a respeito deste método), na tentativa de desfazer as aderências prepuciais, afrouxando a pele e permitindo assim, a retração do prepúcio, evitando a cirurgia.

Em nossa experiência, e relatado por algumas mães, a eficácia deste método é relativa, uma vez,que, segundo elas, após o tratamento (4 a 5 semanas de tratamento diário), a criança não deixa mais puxar a pele para trás, voltando à dificuldade anterior e aos mesmos problemas.

Não nos cabe aqui avaliar tal método, mas os critérios de inclusão das crianças no grupo de estudo, bem como a comparação estatística com um grupo controle/placebo, devem ser muito bem definidos para não se incorrer no risco de incluir crianças com ?fimoses? como as da figura 5, acima. Outro aspecto interessante seria um controle e seguimento destas crianças por um tempo mais prolongado, de 3 a 5 anos.

Por isso, não adotamos ainda esta opção como tratamento definitivo da fimose.

A foto abaixo mostra aspecto pós-operatório final de cirurgia de fimose (Postectomia clássica), em uma criança de 3 anos. Como se vê, a cirurgia é realizada por meio de pontos separados de fio absorvível que caem espontaneamente dentro de uma semana.

Muitos cirurgiões, gerais ou urologistas, adotam esta técnica para tratamento de seus pacientes pediátricos. 

[b]CIRURGIA CLÁSSICA DA FIMOSE

[/b]Trata-se de uma cirurgia que leva aproximadamente 30 minutos para ser realizada, o pós-operatório é um pouco conturbado, pois a glande exposta está muito sensível e sua manipulação torna-se difícil pois o menino não deixa mexer para fazer os curativos necessários.

Há mais de 12 anos adotamos, para a cirurgia da fimose, a técnica do Plastibell®. Trata-se de um anel plástico, que é introduzido ao redor da glande (sem apertá-la), por dentro do prepúcio e amarrado com um barbante próprio. Este nó vai cortando a pele e dentro de aproximadamente 10 dias todo o conjunto cai, deixando uma cicatriz mais estética.

Mas o mais importante neste dispositivo idealizado há mais de 30 anos para a circuncisão é que é uma técnica cirúrgica rápida (por volta de 5 minutos - sem contar o tempo anestésico), higiênica, pois não precisa de curativos (apenas passar uma pomada lubrificante e anestésica), e o anel se desprende espontaneamente, deixando uma aspecto pós-operatório mais cosmético.

As fotos abaixo mostram como fica o Plastibell já colocado, o pós-operatório e como fica o pênis depois do anel cair.

   Pós-operatório imediato .

Plastibell já colocado e amarrado

 

Aspecto do ?curativo? com a pomada

que será utilizada várias vezes por dia

 Aqui, o Plastibell já está quase

caindo dando uma boa idéia de como

irá ficar a cicatriz após o edema sumir.

Aspecto estético após 4 meses

da operação. O anel prepucial é largo,

permitindo a exposição da glande

com facilidade.

Durante o processo de queda do anel, o pênis fica edemaciado, avermelhado, mas não há qualquer dificuldade para urinar por causa disso. Esta inflamação é importante para que o anel caia espontaneamente, sem que seja necessário ser retirado pelo médico.

Aspecto definitivo do pênis após a cirurgia na sua grande maioria.

Fonte:  http://www.proinfancia.com.br/

[/p][p class="p-blog-importado"]

Assuntos relacionados: crianças bebês saúde artigos fimose infantil

1 comentários no Vilaclub

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NOME Arley Soares
ter, 03/09/2013 - 15h03 - reportar abuso

Óla, fazerei 12 anos agr em setembro vcs podem me tirar um dúvida sobre fimose,é pq meu penis quando pucho o couro q sobra fica como se fosse uma fimose de 2º grau ,vcs podem me indicar algum medico q possa tirar minhas dúvidas pq ja pesquisei muitas coisas e ñ entendi nada, por favor me indique um urologista q possa me ajudar !! Obrigadoo!!

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